FAQ

Funciona com veículos que atendem ao padrão OBD-II ou EOBD. Na prática isso cobre quase todos os carros a gasolina vendidos nos EUA a partir de 1996, na União Europeia a partir de 2001 (2004 para diesel) e a maioria dos veículos modernos nos demais mercados. Você escolhe o seu carro num catálogo extenso de marcas e modelos, e protocolos fora do padrão são atendidos da melhor forma possível.
Um adaptador ELM327, que é o padrão do mercado e o que o app fala. Ele pode ser Bluetooth, Wi-Fi ou USB. Dois avisos que evitam dor de cabeça: adaptadores de link proprietário ou criptografado, que só funcionam com o app da própria marca, não servem; e os clones muito baratos são loteria, porque copiam o nome mas não o comportamento. Escrevemos um guia só sobre isso em Adaptadores OBD.
Sim, mas apenas enquanto você dirige. O caminho dos dados é sempre carro → adaptador → celular → destino: é o telefone que conversa com o adaptador, interpreta as respostas da central e grava a viagem. Ele pode ficar no bolso ou no suporte, com a tela apagada, mas precisa estar no veículo durante o trajeto. Terminada a viagem, leve o celular com você: nada exige deixá-lo no carro.

Vale saber também que boa parte do app não depende do adaptador. Registrar abastecimentos, despesas, serviços, manutenções, receitas e lembretes, consultar o histórico de viagens e de custos, ver onde você estacionou e lançar uma viagem manualmente funciona sem nenhuma conexão com o carro. E mesmo sem adaptador o app consegue gravar viagens pelo GPS.
Depende do que "desligado" significa no seu carro, e isso muda bastante entre combustão e elétrico.

Em carros a combustão, em geral não: a central dorme junto com a ignição e não há o que ler, embora alguns modelos fiquem acordados por alguns minutos depois de você desligar.

Em híbridos e elétricos a fronteira é outra. Um híbrido pode estar pronto para andar com o motor a combustão parado, e nesse estado a central responde normalmente, com a rotação em zero. Um elétrico não tem marcha lenta: o equivalente a ligado é o estado de pronto, e vários módulos seguem ativos fora dele, sobretudo durante a recarga, quando costumam responder ao OBD.

Em qualquer um dos casos, se você conectar o telefone antes de o carro acordar, o app continua tentando em segundo plano e retoma sozinho assim que a central responde. E nada disso se confunde com a telemetria embarcada de fábrica (do tipo OnStar e similares), que usa um modem próprio do fabricante e não passa pela porta OBD.
Sim. O Car 2 Home é offline-first: a leitura dos sensores, a gravação de viagens, o registro de abastecimentos e a consulta de códigos de falha acontecem inteiramente no telefone, sem depender de conexão. A internet só entra quando você quer sincronizar entre aparelhos ou exportar para a sua casa conectada.
Em português, inglês, espanhol, alemão, francês, italiano, holandês, turco, polonês, russo, ucraniano, japonês, grego, tcheco, eslovaco, húngaro e croata. Você troca o idioma dentro do app, sem depender do idioma do sistema. Se encontrar uma tradução estranha ou errada, avise em Configurações > Reportar erro: correções de idioma são bem-vindas e entram nas atualizações seguintes.

Sim. Cada medida tem a sua unidade, e o app inteiro acompanha: histórico, gráficos, exportações e o que vai para a sua automação residencial.

Você escolhe separadamente distância e velocidade, volume de combustível, consumo, temperatura, pressão, vazão de ar, torque, potência do motor e peso, então convenções mistas funcionam: milhas com litros no Reino Unido, quilômetros com psi no Brasil. Uma instalação nova começa com as unidades usuais da região do celular.

Escolher adaptador tem detalhes suficientes para mudar a decisão de compra, então dedicamos uma página inteira ao assunto. Em Adaptadores OBD você encontra o que funciona em cada sistema, a diferença entre os tipos de conexão, os erros de compra mais comuns e os modelos que recomendamos.
Isso é esperado e não é um problema. Adaptadores Bluetooth LE não são pareados pelos ajustes do sistema: eles são descobertos e conectados dentro do próprio Car 2 Home, na tela de Conexão. Abra o app, escolha a aba BLE e selecione o adaptador na lista.
Sim, no Android. Você liga o adaptador ao celular com um cabo OTG e autoriza o acesso quando o sistema perguntar. O aparelho precisa ter suporte a USB host, que é comum mas não universal. No iPhone e no iPad não há caminho com fio, então nessas plataformas a escolha é entre BLE e Wi-Fi. Você pode obter mais detalhes acessando a página Adaptadores OBD.
Sim, nas duas plataformas. O adaptador Wi-Fi cria uma rede própria: você conecta o telefone a essa rede antes de abrir o app e depois informa o IP e a porta na tela de Conexão. Vale lembrar que, enquanto estiver ligado ao adaptador, o telefone normalmente fica sem internet pelo Wi-Fi, porque essa rede não tem saída. Você pode obter mais detalhes acessando a página Adaptadores OBD.
Roda, desde que a central tenha a Play Store e o Google Play Services, o que exclui boa parte das centrais genéricas. Vale saber que as telas do app são desenhadas em retrato: elas funcionam na horizontal, mas o aproveitamento visual é melhor num celular. O app não força orientação, então a central decide.
Sim, enquanto a viagem acontece. Ele grava com a tela apagada usando um serviço em primeiro plano, aquele que mantém a notificação fixa, e se conecta sozinho quando você entra no carro.

Para isso funcionar, duas coisas dependem de você. A primeira é conceder todas as permissões que o app pede, em especial a de localização em segundo plano, escolhendo a opção que libera o acesso o tempo todo, e não apenas com o app aberto: sem ela o sistema suspende a localização assim que você sai do app, que é exatamente a situação do telefone no bolso enquanto você dirige. A segunda é desativar a otimização de bateria para o Car 2 Home, senão o sistema encerra o app no meio da viagem. Marcas como Samsung e Xiaomi são especialmente agressivas nisso.

E vale deixar claro que isso vale apenas durante a viagem. Quando ela termina e a conexão com o adaptador se encerra, o app fecha o serviço, a notificação some e ele volta a dormir, sem ficar consumindo bateria em segundo plano. Ele é acordado de novo pela forma de inicialização que você escolher: a reconexão automática ao entrar no carro, a Detecção de direção em Configurações > Navegação, que funciona até sem adaptador, ou uma rotina do próprio sistema que abre o app quando o telefone se conecta ao carro.
Grava. O app tem duas formas de acordar: a restauração de estado do Bluetooth LE, que reage quando o adaptador reaparece, e as atualizações de localização do iOS, que reagem ao movimento.

Assim como no Android, isso depende de você conceder as permissões que o app pede, em especial a de localização em segundo plano e a de Bluetooth. Em Configurações > Navegação existe ainda o controle Reconexão em segundo plano, exclusivo do iPhone, onde você regula por quanto tempo e com que frequência o app insiste em reconectar a cada vez que acorda.

Há um detalhe do iOS que vale muito conhecer: se você fechar o app à força, arrastando ele para cima no seletor de aplicativos, a Apple deixa de relançá-lo quando o adaptador reaparece. O app precisa dormir sozinho, não ser encerrado. Nesse caso a viagem não se perde por completo, porque a segunda forma de acordar, a por movimento, continua valendo mesmo depois do fechamento forçado. Mas ela só dispara depois de uns 500 metros de percurso, então o começo da viagem fica de fora. Deixar o app fechar sozinho é o que garante a viagem inteira.

E como no Android, tudo isso vale apenas durante a viagem: quando ela termina, o app volta a dormir. Você também pode criar uma automação no app Atalhos, do tipo "quando conectar ao Bluetooth do carro, abrir o Car 2 Home", que dá uma terceira via de partida.

No Android, abre. Em Iniciar o app ao ligar o carro, na tela de Conexão, você escolhe o Bluetooth do seu carro na lista e o sistema abre o app quando aquele dispositivo aparece. O carro precisa estar pareado antes nos ajustes de Bluetooth do Android.

No iPhone o sistema não permite, e o caminho é uma automação criada uma única vez no app Atalhos: quando o Bluetooth conectar ao seu carro, abrir o Car 2 Home.

De todo modo, a gravação não depende do app estar na tela. O que o início automático traz é o app reconectar mais cedo.

O catálogo cobre centenas de marcas e milhares de modelos, mas não toda versão de todo ano já fabricado. Se o seu não estiver lá, use a opção Digitar manualmente: no cadastro do veículo, toque no + e escreva a marca e o modelo.

Evite escolher um modelo parecido. Nomes semelhantes costumam ser carros diferentes, como Corolla e Corolla Cross, e é a partir do modelo que o app sugere o perfil avançado do fabricante. Um vizinho de nome pode trazer o perfil errado, o que atrapalha mais do que ficar sem perfil algum.

Digitar manualmente não limita a leitura: os sensores OBD-II padrão dependem da central do carro, não do nome cadastrado. O modelo pesa na sugestão do perfil avançado e nos cálculos que usam motor e tanque.
Além dos sensores OBD-II padrão, que todo carro entrega, cada fabricante expõe sensores próprios com códigos particulares. O Car 2 Home traz um catálogo desses, com milhares de sensores mapeados em perfis por modelo, cobrindo dezenas de marcas. Em Configurações > Perfis de sensores você vê três abas: Padrão (os embutidos), Avançado (o catálogo do fabricante) e Usuário (os seus). O app sugere o perfil avançado do seu veículo; é um por veículo, e instalar outro substitui o anterior.
Funciona. No controle de custos, a recarga é lançada como um abastecimento, com consumo próprio em km/kWh, e um híbrido plug-in mantém combustível e eletricidade separados, cada um com a sua média.

Nas leituras ao vivo, o alcance vem dos perfis avançados: o catálogo cobre elétricos e híbridos de dezenas de marcas, europeias, asiáticas e americanas, com sensores que só existem nesses carros, como o estado de carga da bateria de alta tensão, a corrente e a temperatura do pacote, a tensão das células e o resfriamento da bateria.

O que varia é o quanto cada fabricante decide expor pela porta de diagnóstico, e isso muda de modelo para modelo. Vale instalar o perfil avançado sugerido para o seu veículo e conferir em Sensores Suportados o que ele entrega.
Depende. Alguns veículos anteriores ao OBD-II trazem um conector de 16 pinos que encaixa o adaptador fisicamente, mas conversam por um protocolo OBD-I proprietário, que não é lido. Confira na ficha técnica do veículo se ele é explicitamente compatível com OBD-II ou EOBD.
Em parte. Existem perfis de moto no catálogo, mas a barreira costuma ser física: a maioria das motos não usa o conector OBD-II de 16 pinos, e sim um plugue próprio do fabricante, com 4 ou 6 pinos. Nesse caso é preciso um cabo adaptador específico da marca antes de qualquer coisa. Com o conector resolvido e a moto falando OBD-II, o app lê normalmente.
Em parte, e vale entender onde está o limite. Os Tesla não trazem o conector OBD-II de fábrica, mas existem chicotes vendidos no mercado que convertem o conector proprietário do carro para o padrão de 16 pinos, e com eles um adaptador comum encaixa fisicamente.

O problema é o que vem depois. Sendo elétricos, os Tesla praticamente não implementam os comandos OBD-II padrão, e os dados que interessam trafegam num barramento proprietário. Donos de Tesla relatam que aplicativos que consultam o carro por comando, que é como o nosso funciona, não recebem resposta, e é por isso que os apps feitos para a marca precisaram decodificar esse barramento por conta própria. Nós ainda não testamos o app em um Tesla, então não há garantia de leitura ao vivo mesmo com o chicote instalado.

O que funciona é tudo que não depende do adaptador: o Tesla está no catálogo, então você cadastra o veículo e usa as recargas com consumo em km/kWh, despesas, serviços, manutenções e lembretes, além das viagens gravadas por GPS.
Pode. Cada veículo tem o seu próprio histórico de viagens, abastecimentos, despesas, manutenções e perfil de sensores, e nada se mistura entre eles. Você troca o carro ativo pelo seletor no card do veículo, na tela inicial, que aparece quando há mais de um cadastrado, ou em Configurações > Minha Garagem. Durante uma viagem em andamento o seletor fica bloqueado, para não misturar os dados de dois carros na mesma viagem. Se um veículo saiu da sua vida mas você quer guardar o histórico, pode arquivá-lo: ele sai da troca rápida e continua consultável, sem apagar nada.
Na primeira conexão o app pergunta à central quais sensores ela suporta e guarda a resposta, então a lista é a do seu carro, não uma lista genérica. Você vê o resultado em Sensores Suportados, na área de Mecânico. Se instalar um perfil avançado, há ainda a opção de testar o suporte sensor a sensor, útil porque o catálogo do fabricante costuma ser mais amplo do que a versão específica do seu veículo aceita.

Pode. Todo sensor tem um campo Expressão, que calcula um valor a partir de outros sensores, então dá para derivar o que o carro não informa direto, como potência nas rodas a partir de rotação e torque.

Além disso existe o Acumulador, que mantém uma janela móvel sobre outro sensor. Você escolhe o que fecha a janela, tempo, distância ou número de amostras, e o que ela devolve: soma, média, delta, inclinação ou o último valor. É assim que se monta um sensor como consumo médio dos últimos 50 km.

Perfis embutidos e de catálogo são somente leitura, então o caminho começa exportando o sensor para um perfil seu e editando a cópia.

Depende de você ter um adaptador registrado. Com adaptador, a gravação é automática: o app entende que a viagem começou quando o carro passa de 5 km/h e confirma isso cruzando a velocidade com a rotação do motor, que é o modo recomendado nesse caso. Sem adaptador, ele trabalha só com a velocidade e não inicia nada por conta própria: ao perceber que você parece estar dirigindo, pergunta se quer registrar a viagem e você decide.

Você também pode começar uma viagem na hora que quiser, sem esperar a detecção. No Android, pelo app, pelos widgets, pelo Android Auto ou por uma rotina do sistema. No iPhone, pelo app, pelos widgets, pelas Atividades ao vivo, pelo CarPlay, pelos Atalhos ou pedindo à Siri. E se você esqueceu de gravar, dá para lançar a viagem inteira manualmente depois.
Lembra. Ao fim da viagem ele registra o local automaticamente, com o endereço. A partir daí você pode acrescentar uma foto, uma anotação, ativar um alarme para o tempo do parquímetro e pedir navegação de volta até o ponto. Existe também um widget de estacionamento para a tela inicial.
São duas notas por viagem, com eixos diferentes. O Safe Score (Pontuação de Segurança) olha o risco na direção: acelerações e frenagens fortes, curvas agressivas, tempo em velocidade elevada, uso do celular ao volante e outros eventos que podem significar risco à segurança. Dirigir à noite também pesa um pouco, por ser uma condição de menor visibilidade. O Eco Score (Pontuação Econômica) olha eficiência: quanto tempo o motor passa em rotação alta (o que penaliza), quanto tempo você fica parado com o motor ligado (que também penaliza), quanto aproveita o corte de combustível ao tirar o pé antes de parar (o que ajuda), a suavidade da velocidade e o consumo médio comparado à referência do carro, entre outros eventos. Um detalhe importante: o Eco Score depende de dados de combustível, então em viagens muito curtas ou em veículos que não informam consumo ele simplesmente não é calculado.
Em veículos que expõem esses sensores pela porta OBD e são compatíveis com o nosso catálogo, sim, com uma descoberta que identifica cada roda separadamente para você saber qual é qual.
O Painel monta mostradores com os sensores que você escolher. O HUD (Head-up Display) espelha a informação invertida para refletir no para-brisa. A dashcam permite gravar o trajeto pela câmera do celular, com alguns sensores sobrepostos em tempo real, e o vídeo fica associado à viagem correspondente, acessível pelo detalhe dela. E a tela Aceleração reúne quatro testes: Tempo de Aceleração, na faixa de velocidade que você definir, 1/4 de milha, Tempo de Frenagem e Distância de Frenagem. Cada execução entra num histórico com gráfico e os picos de aceleração longitudinal e lateral, para você comparar tentativas.
Porque o Android Auto restringe o que aplicativos de terceiros podem desenhar na tela do carro, por segurança no trânsito, e obriga o uso dos componentes padrão do Google. O que você encontra lá é Conexão, Painel, Dados da Viagem e Manutenção. O painel completo continua na tela do celular. O CarPlay também é suportado, com o mesmo menu e as mesmas restrições, que ali vêm da Apple.
Existem, e nas duas plataformas. Há widgets de tela inicial para a nota de condução, a última viagem, o estacionamento, os sensores e as ações rápidas. No Android, o toque longo no ícone abre atalhos para as ações mais usadas, como iniciar e encerrar uma viagem. No iPhone, essas mesmas ações ficam disponíveis aos Atalhos e às automações, boa parte delas com frases prontas para a Siri, e as Atividades ao vivo mostram a viagem em andamento na tela bloqueada.

O Eco Score é a única nota que depende de uma leitura de consumo, e essa leitura vem do adaptador: o app a deriva do sensor de fluxo de ar, com o sensor de pressão de admissão como alternativa. Numa viagem gravada só por GPS, sem adaptador conectado, não há de onde calcular, e a nota fica de fora em vez de sair errada.

Outros dois casos deixam a nota de fora mesmo com o adaptador conectado: viagens de menos de um minuto e viagens curtas demais para queimar uma quantidade mensurável de combustível. O Safe Score não é afetado, porque é montado a partir do movimento, que o celular mede sozinho.

Continua, até certo ponto. Depois de 3 segundos sem sinal de GPS, o app passa a estimar a posição pelos sensores de movimento do próprio celular, giroscópio e orientação, acrescentando um ponto por segundo para a rota seguir contínua em vez de pular o trecho.

A estimativa acumula erro, então tem limite de 2 minutos. Passado isso, o app espera um sinal real. Cobre bem um túnel ou a rampa em espiral de um estacionamento; não leva você por um trecho subterrâneo longo.

Por mais de um caminho, e eles se complementam.

Ao vivo, durante a viagem. Esta via depende de um adaptador OBD conectado, porque é por ele que o app lê os sensores do carro. Quando o carro informa a vazão de combustível, o app usa esse valor; quando não informa, ele estima a partir de outros sensores, como fluxo de ar, carga do motor, rotação e proporção da mistura. O que sai daí é o consumo instantâneo, o consumo acumulado da viagem e médias móveis por distância percorrida, úteis para ignorar o ruído de uma subida ou de um semáforo. O quanto disso o seu carro entrega depende dos sensores que ele expõe.

Pelos abastecimentos, de tanque cheio a tanque cheio. É o número que a bomba comprova: você marca o abastecimento como tanque cheio e o app fecha o intervalo no próximo, dividindo a distância percorrida pelo total abastecido no meio do caminho. Abastecimentos parciais entram na conta. Se você esqueceu de registrar um, marque a opção correspondente e o app quebra o intervalo em vez de sujar a média.

Comparando os dois. A cada tanque o app mostra lado a lado o que o carro informou e o que a bomba comprovou, para você conhecer o desvio do seu veículo.

A parte elétrica é medida à parte, em kWh, com consumo próprio, então um híbrido plug-in nunca mistura as duas.
Por dois motivos, e o segundo é o menos óbvio.

As fontes são diferentes. O painel do carro calcula a partir do fluxo estimado pela central; o consumo de tanque cheio a tanque cheio mede o que a bomba efetivamente entregou.

As janelas de cálculo também são. Mesmo quando o app usa a vazão informada pelo próprio carro, o número pode não bater com o do painel: cada fabricante faz a média sobre a sua própria janela de tempo ou de distância, com um algoritmo que não é publicado e que dificilmente coincide com as janelas que o app oferece, sejam a instantânea, a da viagem ou as médias móveis por distância. Duas medidas corretas podem divergir só por cobrirem trechos diferentes.

Por isso o app calcula os dois e mostra lado a lado a cada tanque, para você conhecer o desvio do seu carro em vez de tentar adivinhar qual está certo. A coluna da central só aparece quando as viagens gravadas cobrem uma parcela suficiente da distância do intervalo, senão a comparação seria com uma amostra pequena demais para significar algo.
O app trata cada tipo de energia como uma coisa própria, nos dois lados.

No cálculo ao vivo. O combustível declarado no cadastro define a base do cálculo, porque cada um tem densidade e mistura ar-combustível diferentes. Num flex, o app vai além: quando o carro informa o percentual de etanol no tanque, ele identifica a mistura (de E0 a E100) e reajusta o cálculo em tempo real, sem você precisar dizer o que abasteceu. Se o carro deixa de informar, ele segue com o último valor confiável em vez de errar a conta.

No controle de custos. Líquidos, GLP, GNV e elétrico têm consumos próprios que nunca se misturam. Um híbrido plug-in mostra o consumo de combustível e o consumo elétrico em km/kWh ao mesmo tempo, cada um com a sua média, e um carro a gás mantém o consumo de gás separado do de gasolina. Num mesmo abastecimento você pode lançar mais de um combustível, o que resolve o caso de completar com dois tipos na mesma parada.
Dá. A recarga é lançada como um abastecimento comum, com a quantidade em kWh e o valor pago, e gera um consumo em km/kWh. Funciona tanto para elétricos puros quanto para híbridos plug-in, que mantêm esse número separado do consumo de combustível.
O veículo inteiro. Além dos abastecimentos, você registra despesas, serviços feitos na oficina, manutenções preventivas com peças e fluidos, receitas (útil para quem trabalha com o carro) e lembretes. Tudo isso aparece junto numa linha do tempo por veículo, que é onde a história do carro fica visível de uma vez.
Avisa. Para manutenção você define o lembrete por quilometragem, por data ou pelos dois, e o app acompanha o hodômetro para notificar na hora certa. Para abastecimento, ele usa o seu histórico de consumo e a média de uso para estimar quando o tanque deve acabar e lembrar você antes.
Lê os códigos de falha da central, em três profundidades que você escolhe. O Básico lê, pelo endereço geral do OBD-II, os códigos padrão e os códigos detalhados dos módulos que respondem a ele. O Avançado vai a todos os módulos conhecidos do veículo, um a um, com os endereços e as sessões de cada fabricante, e habilita o retrato dos sensores de cada falha. E o Profissional lista os módulos do veículo para você escolher quais ler ou limpar, com as informações de cada módulo.

Os códigos são separados entre confirmados, pendentes e permanentes, que dizem coisas diferentes sobre a gravidade e o estágio do problema.

A explicação de cada código vem de um catálogo extenso, com sintomas, causas prováveis e caminhos de solução. Ele não cobre todo código existente, principalmente os específicos de cada fabricante, então toda falha traz também um atalho de busca já preparado com o código, no seu idioma.

Você também pode apagar os códigos, e o histórico das leituras fica guardado para você ver se algum voltou. A varredura fica bloqueada com o carro em movimento, de propósito.
Quando a central registra uma falha, ela tira uma fotografia dos sensores naquele instante, com rotação, temperatura, carga do motor e outros. Isso é o freeze frame, e muitas vezes diz mais sobre o problema do que o próprio código, porque mostra em que condição ele aconteceu. Os monitores de emissão são os autotestes que o carro roda sozinho; é a partir deles que se sabe se o veículo está pronto para a inspeção obrigatória.
Pode, e é importante entender o que isso significa. Apagar o código limpa o aviso e o freeze frame associado, mas não conserta nada: se a causa continuar, a luz volta assim que o carro detectar o problema de novo. Apagar também zera os monitores de emissão, e o veículo precisa rodar um tempo até completá-los de novo, por isso não convém limpar os códigos pouco antes de uma inspeção.
São três níveis de profundidade. Os Dados em Tempo Real mostram todos os sensores disponíveis em lista, com gráfico. O Painel deixa você montar mostradores só com o que interessa, em seis formatos. O Terminal é para quem sabe o que está fazendo: envia comandos direto ao adaptador e mostra a resposta crua, útil para investigar um veículo que responde de forma incomum ou para testar comandos específicos do seu carro e descobrir sensores manualmente.

Porque cada um tem uma Prioridade, e o adaptador só consegue fazer uma pergunta por vez ao carro. Gastar esse tempo igualmente com tudo deixaria inutilizáveis justamente os números que mudam rápido.

São quatro níveis: Alta, lida em tempo real, Média, a cada 5 segundos, Baixa, a cada 60 segundos, e Uma vez por sessão para valores que não mudam, como o VIN. Velocidade e rotação são sempre lidas continuamente.

Dá para mudar a prioridade de qualquer sensor, e existe um ajuste geral para a velocidade de leitura dos sensores prioritários.

São dois caminhos e você escolhe um deles, porque não funcionam ao mesmo tempo. A diferença está menos no que cada um transporta e mais em para quem cada um serve.

A integração nativa é feita para quem usa Home Assistant. Instala pelo HACS, pareia com um código de 6 dígitos e mantém uma conexão de mão dupla com estado persistente, então o Home Assistant continua sabendo a situação do carro mesmo depois de reiniciar. É também o caminho mais simples de configurar.

O MQTT é para quem já tem um broker ou usa outras plataformas além do Home Assistant, como Node-RED, openHAB, ioBroker ou Grafana. Ele publica em vários formatos, incluindo a descoberta automática do Home Assistant. Em troca dessa flexibilidade, exige o broker rodando e, para funcionar quando você está longe de casa, exige expor esse broker com segurança, o que dá mais trabalho de configuração.

Resumindo: se o seu destino é o Home Assistant, comece pela nativa; se for outro sistema, vá de MQTT. Os detalhes de cada uma estão em Home Assistant e MQTT.
Não. O Car 2 Home funciona por completo sozinho, independentemente de você usar ou não alguma plataforma de casa inteligente. A integração com a casa é um extra para quem já tem uma ou quer montar a sua.
São três passos. Primeiro, instale o Car 2 Home pelo HACS e reinicie o Home Assistant. Depois, no Home Assistant, vá em Configurações > Dispositivos e Serviços > Adicionar Integração e escolha Car 2 Home. Por fim, no app, em Configurações > Home Assistant, informe o endereço da sua instância e digite o código de 6 dígitos que aparece na tela.
Você controla isso. No modo Online o app transmite enquanto você dirige, o que exige que o seu servidor esteja acessível fora de casa. No modo Somente Wi-Fi ele grava localmente e só envia quando o telefone entra numa rede Wi-Fi. Vale saber que, mesmo em Somente Wi-Fi, duas opções vêm ligadas por padrão e continuam transmitindo em dados móveis: os eventos e a localização do telefone, esta última no máximo uma vez por minuto. As duas ficam em Configurações > Home Assistant, e você pode desligar se preferir.
Você escolhe. Podem ir os sensores do perfil ativo do veículo, incluindo os do perfil avançado do fabricante, mais os números do seu controle de custos, como hodômetro, consumo médio, último abastecimento e estacionamento. Os sensores são declarados aos poucos, conforme aparecem, então o painel se monta sozinho ao longo das primeiras viagens. A quantidade de sensores calculados e a frequência de atualização variam conforme o plano; veja "Quais são os limites do plano gratuito na exportação?" em Planos e compras.
O Free é mantido por anúncios e guarda um veículo. O Pro tira os anúncios e libera os recursos completos, com tudo no aparelho. O Pro Cloud acrescenta backup na nuvem e sincronismo entre os seus dispositivos, com a maior cota de veículos.

Além de remover os anúncios, os planos pagos liberam:
  • descoberta de sensores sem limite de quantidade;
  • sensores calculados e eventos sem limite na exportação para Home Assistant e MQTT;
  • transmissão quase em tempo real para Home Assistant e MQTT, no lugar do intervalo longo do plano gratuito;
  • lançamento de receitas com o veículo;
  • busca de locais ao lançar abastecimentos, despesas, serviços e manutenções;
  • mapa das viagens sem restrição, na rota e na reprodução;
  • temperatura dos pneus, além da pressão, nos veículos que expõem esse sensor e são compatíveis com o catálogo do app;
  • painéis personalizáveis nos Dados em Tempo Real;
  • exportação de relatórios e dos seus dados em arquivo;
  • widget de estacionamento;
  • mais veículos cadastrados.

O Pro é anual ou compra única vitalícia; o Pro Cloud é mensal ou anual. Um ponto que costuma gerar dúvida: a compra vitalícia dá o Pro, e não inclui a nuvem.
Muita coisa. Com um veículo cadastrado você tem a leitura de sensores ao vivo, a gravação de viagens, o registro de estacionamento, a leitura de códigos de falha com as explicações e o controle de custos do veículo, com abastecimentos, despesas, serviços, manutenções e lembretes.

O plano gratuito é sustentado por anúncios. E há um caminho a mais: várias funções dos planos pagos podem ser liberadas pontualmente, assistindo a um anúncio premiado, sem assinar nada. É o caso da instalação de um perfil avançado do fabricante, da descoberta de sensores, das varreduras de diagnóstico intermediárias, da descoberta dos sensores de pneus e de algumas exportações. Assinar remove os anúncios e tira essa etapa do caminho.
O Free guarda 1 veículo, o Pro até 2 veículos e o Pro Cloud até 5 veículos.
São dois, e vale conhecê-los antes de montar o painel.

Quantidade. No Free você exporta até 5 sensores da família dos calculados e de evento, que reúne o que o app produz e não o carro: consumo médio, hodômetro reconstruído, resumo de viagem, estacionamento, nota de condução, sensores do telefone e os números do controle de custos. Os sensores lidos direto da central do carro não entram nessa conta e são ilimitados em qualquer plano. A divisão não é arbitrária: de um lado o que o veículo informa, do outro o que o app calcula.

Frequência. No Free os valores ao vivo são enviados no máximo a cada 5 minutos, contra 0,5 segundo nos planos pagos. Esse intervalo afeta apenas a telemetria contínua, como velocidade e rotação; estacionamento, resumo de viagem e o restante continuam chegando na hora.
Pode, e não há limite de dispositivos. O plano fica na sua conta Car 2 Home, não no telefone, então basta entrar com a mesma conta no outro aparelho. Os seus dados só acompanham automaticamente no Pro Cloud; no Pro, o plano vale em todos, mas o histórico fica em cada aparelho.
Pode. O plano fica ligado à sua conta Car 2 Home, não à loja onde a compra foi feita. Entre com a mesma conta no iPhone e ele já está ativo. Não use "Restaurar compras" da Apple, porque a compra não foi feita lá. Apenas a cobrança e o cancelamento continuam na loja original.
O Car 2 Home nunca processa pagamentos diretamente: todas as transações passam pela App Store ou pelo Google Play. Nesses casos o problema quase sempre está nas regras da loja ou do cartão. Verifique se o cartão aceita compras internacionais e se os dados de cobrança da sua conta na loja estão atualizados.
Nada é apagado. Os veículos acima do limite continuam existindo com todo o histórico; você escolhe qual ou quais ficam ativos, conforme o limite do plano em que você ficou. Na exportação para a casa conectada há uma carência de 7 dias, com aviso no primeiro e no último dia, durante a qual absolutamente nada muda. Passado esse prazo, o app passa a exportar apenas a quantidade do plano gratuito, mas a sua seleção de sensores não é reescrita: se voltar a assinar, tudo volta sozinho, sem você refazer nada.
Na maior parte, para lugar nenhum além do seu telefone. As leituras ao vivo dos sensores ficam no aparelho e não são enviadas para nós. As exportações para Home Assistant ou MQTT vão direto do telefone para a sua casa, sem passar pelos nossos servidores. O que sincroniza é o que você contrata: com o Pro Cloud, os seus veículos, viagens, abastecimentos e despesas têm backup para outro aparelho restaurar, e isso inclui o trajeto da viagem no mapa e o histórico de sensores dela, que é justamente o que permite abrir a mesma viagem em outro dispositivo.

Os dados ficam criptografados com AES-256 no próprio aparelho, trafegam por conexão TLS e, do nosso lado, ficam em banco numa rede isolada com acesso restrito, atrás de várias camadas de firewall. Seguimos a LGPD, o GDPR e a CCPA/CPRA, e você pode excluir a conta e os dados quando quiser. Os detalhes estão na Política de Privacidade.
Para a maior parte do app, não: a grande maioria das funcionalidades roda sem login, com tudo no telefone. Algumas dependem de conta, e a compra ou restauração de um plano é uma delas.

Ao entrar, o seu veículo e o adaptador pareado passam a sincronizar, o que já ajuda na hora de trocar de aparelho. Viagens, abastecimentos, despesas e o restante do histórico só sobem com o Pro Cloud. Num Pro sem nuvem eles nunca saem do telefone.
De duas formas, e ambas em Configurações > Backup e exportação. O Backup / Restauração gera um arquivo único com tudo, que você guarda onde quiser e restaura depois. O Exportar dados em arquivo gera planilhas por período e por área (abastecimentos, manutenções, serviços, despesas, receitas e lembretes) para abrir em qualquer editor de planilhas. O Exportar dados em arquivo é um recurso PRO.
Em Configurações > Reportar erro. A opção abre uma mensagem já com o registro técnico anexado, que é o que permite entender o que aconteceu sem ficar perguntando detalhes. Descreva o que você estava fazendo e o que esperava que acontecesse; quanto mais concreto, mais rápido o diagnóstico.
Pela tela Conta, no app, ou pela página de exclusão no site. Você recebe um e-mail de confirmação e, ao confirmar, a exclusão é agendada com 7 dias de carência, período em que ainda dá para cancelar pelo app caso mude de ideia. Passado o prazo, os dados do servidor são removidos. Se quiser guardar uma cópia antes, peça a exportação dos seus dados na mesma tela.